Mais de 500 mil pessoas têm hepatite C no país e não sabem

Via Portal R7

Mais de 500 mil pessoas têm hepatite C e não sabem, segundo o Ministério da Saúde. No ano passado, foram notificados 26 mil casos da doença, tipo mais letal e que mais cresce no país.

Nos últimos 20 anos, foram registrados 632 mil casos e mais de 70 mil pessoas morreram em decorrência de hepatites virais, sendo 76% dos casos relacionados à hepatite C, de acordo com o último boletim epidemiológico de hepatites virais do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (23).

Mas nos últimos dez anos houve uma redução de 7% do número de casos e de 9% do número de mortes, segundo o boletim. Os óbitos passaram de 2.362 em 2007 para 2.156 em 2017. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que as hepatites virais causam 1,7 milhão de mortes todo ano.

A prevalência de cada tipo da doença varia entre as regiões país. O Nordeste concentra a maior parte de infecções pelo vírus A (30,3%) e a Sudeste, B e C, com 34,9% e 60,0%, respectivamente. Já na Norte a mais frequente é a hepatite D (74,9%). Na Centro-Oeste a maior parte das hepatites é do tipo A (11,2%) e B (9,1%).

No ano passado, 2.149 pessoas tiveram hepatite A, o que equivale a incidência de 1 caso por 100 mil habitantes. O Ministério afirma que a transmissão mais comum desse tipo de hepatite se dá por meio do consumo de água ou alimentos contaminados. Há vacina contra hepatite A disponível no SUS para crianças menores de 5 anos e grupos de risco.

Já em relação à hepatite B houve 13.992 registros, o que representa 7 casos por 100 mil habitantes. A transmissão ocorre pelo contato com sangue contaminado, sexo desprotegido, compartilhamento de objetos cortantes e de uso pessoal e de mãe para filho (transmissão vertical). Também existe vacina no SUS para todas as faixas etárias. 

Em 2018, houve 26.167 casos de hepatite C, com incidência de 13 casos por 100 mil habitantes. Esse tipo da doença também é transmistido por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes.

Segundo o Ministério, o maior número de pessoas com hepatite C têm mais de 40 anos. Geralmente, a hepatite C não apresenta sintomas. Há tratamento gratuito pelo SUS, alcançando a cura em 95% dos casos, de acordo com a pasta. Sem tratamento, pode evoluir para câncer do fígado ou cirrose.

Apenas 145 casos de hepatite D foram registrados no país no ano passado. Esse tipo de infecção ocorre quando o paciente já contraiu o vírus tipo B, informa o Ministério. A vacina contra a hepatite B também protege contra a D.

Para diagnóstico, existem os testes rápidos no SUS.

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